Archive for the ‘análise fundamentalista’ Category

Como ler um prospecto de investimento

Wednesday, December 2nd, 2009

Todo tipo de investimento disponível no mercado e que seja regulamentado é obrigado a possuir um prospecto, que deverá ser lido por você antes fazer o investimento.

Isso vale para fundos de investimento, IPO’s, debêntures, fundos imobiliários, etc, e é no prospecto que você vai encontrar as informações necessárias para decidir melhor se o investimento é adequado para você ou não.

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Como interpretar um balanço patrimonial - Parte 3

Thursday, August 13th, 2009

Assim como foi mostrado na parte 1 e na parte 2, colocarei aqui mais alguns indicadores simples, que podem ser calculados em poucos minutos, e que podem dar uma boa noção se uma empresa é uma candidata aos seus investimentos.

É claro que decidir se você vai comprar ou não ações de uma empresa baseado em uma conta de dividir pode ser muito simplório, mas talvez se você se basear em umas 5 contas dessas as coisas possam ser um pouco mais justificáveis.

Discutiremos 3 indicadores muito fáceis de calcular e que utilizam informações públicas de fácil acesso. Vamos lá!

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ROI - Determinando a rentabilidade de uma empresa

Wednesday, May 7th, 2008

Continuando o tema abordado em 2 posts anteriores (aqui e aqui) hoje vou mostrar mais um indicador útil para se avaliar uma empresa ou comparar empresas dentro de um mesmo setor. Este indicador é o ROI (Return on Investiment), que significa Retorno sobre Investimento.

O ROI visa medir o percentual de retorno conseguido sobre o capital investido e é medido em percentual. Com base neste indicador é possível saber qual empresa foi mais rentável em um determinado período.

Você utiliza o ROI, mesmo que não saiba, sempre que faz um investimento. Ao investir R$ 10.000 e resgatar R$ 12.000 você terá conseguido um ROI bruto de 20%.

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Como interpretar um balanço patrimonial - Parte 2

Tuesday, January 29th, 2008

Para ler este post é necessário que você possua um conhecimento básico sobre o que é um balanço patrimonial. Se for o caso, leia o este post primeiro.

Aqui vamos discutir como olhar um balanço patrimonial e conseguir extrair dele alguns dados úteis, que possam de alguma forma nos dar alguma indicação sobre a saúde financeira da empresa.

Aqui vamos extrair 3 indicadores básicos a partir de uma simples olhada no balanço patrimonial. Depois que você os conhecer não leverá mais que dois minutos para ter uma idéia básica da situação financeira da empresa se aplicá-los.

1 - Grau de endividamento 

Só de falarmos em dívida (obrigações) você já pode imaginar que só analisaremos a coluna da direita do balanço patrimonial. A coluna dos passivos.

A primeira coisa a se fazer é determinar o quanto a empresa está endividada. Você consegue isso analisando quanto do passivo é representado pelo capital de terceiros. Assim:

Percentual de endividamento = (PC + PELP) / TP

Onde:
PC = Passivo Circulante;
PELP = Passivo Exigível a Longo Prazo;
TP = Total do Passivo.

Quanto menor o resultado da equação acima melhor. Menos a empresa está endividada.

Ou seja, descontando-se o patrimônio líquido, todo o restante são obrigações com terceiros.

2 - Perfil do endividamento 

Depois que você determinar o quanto a empresa está endividada, e todas estão, em maior ou menor grau, a segunda coisa a se fazer é determinar a qualidade da dívida.

Você consegue isso da seguinte forma:

Qualidade da dívida = PELP / (PC + PELP)

Onde as siglas significam o mesmo que na fórmula anterior.

Quanto maior esse número, melhor. Significa que a empresa possui um perfil de endividamento de longo prazo, que normalmente possuem juros menores, e também permite que a empresa destine a maioria seus recursos em caixa para o desenvolvimento de novos produtos ou campanhas de marketing, por exemplo.

3 - Situação financeira de curto prazo

Com este indicador podemos perceber se uma empresa passará por problemas financeiros no curto prazo ou não. Talvez ela até tenha bastante contas a receber (ativo realizável a longo prazo), mas será que conseguirá pagar os funcionários e os custos de produção todos os meses?

Você consegue descobrir isso analisando os montantes que circulam normalmente na empresa, já que os exemplos que citei são de curto prazo. Por isso, obiviamente, vamos nos concentrar no ativo e no passivo circulante para determinar o capital circulante líquido:

Capital Circulante Líquido = Ativo Circulante - Passivo Circulante

Simples assim. Se o dinheiro que entra normalmente na empresa é maior que o dinheiro que sai normalmente da empresa, tudo bem. Se não, a empresa terá problemas de curto prazo.

Sendo mais claro, caso o resultado seja negativo, a empresa tem um problema de capital de giro. Ou seja, ela não possui liquidez (talvez até tenha ativos) para pagar as despesas do dia-a-dia.

Isso é ruim, pois a empresa pode ser obrigada a recorrer a empréstimos, desconto de duplicatas ou mesmo vender produtos com desconto, o que diminui o seu lucro.

Exemplos práticos

Vamos comparar a situação financeira de duas empresas de verdade. É importante que a comparação seja feita entre empresas do mesmo setor, pois empresas de prestação de seriviços possuem dívidas bem diferentes de empresas de mineração.

Analilsaremos aqui os dados de duas empresas do setor de imobiliário: A Gafisa (GFSA3) e a Cyrela (CYRE3). Os números foram obtidos do informe trimestral de setembro que as empresas entregaram à Bovespa.

Eis os dados da Gafisa:
Ativo Total: 2.251.494
Ativo Circulante: 1.556.463

Passivo Total: 2.251.494
Passivo Circulante: 433.091
Passivo Exig. Longo Prazo: 325.042
Patrimônio Líquido: 1.493.361

Vamos calcular agora o grau de endividamento:
(433.091 + 325.042) / 2.251.494 = 33,67% de endividamento

Analisemos o perfil da dívida:
325.042 / (433.091 +325.042) = 42,87% de dívidas de longo prazo

E por último, o capital de giro:
1.556.463 - 433.091 = 1.123.372

Os números são muito bons, não há dúvida. Mas vamos compará-los com o da concorrente Cyrela:
Ativo Total: 2.846.515
Ativo Circulante: 610.315

Passivo Total: 2.846.515
Passivo Circulante: 209.314
Passivo Exig. Longo Prazo: 643.242
Patrimônio Líquido: 1.993.959

Grau de endividamento:
(209.314 + 643.242) / 2.846.515 = 29,95% de endividamento

Perfil da dívida:
643.242 / (209.314 + 643.242) = 75,44% de dívidas de longo prazo

Capital de giro:
610.315 - 209.314 = 401.001

Embora ambas estejam em boa situação a Cyrela possui um endividamento menor e de maior prazo, o que pode favorecê-la em termos de planejamento de longo prazo. Por isso, em uma primeira olhada ela parece uma opção melhor.

Mas isso não quer dizer que a Gafisa seja uma empresa ruim. Talvez ela tenha menos dívida de longo prazo pois o tempo passou e as suas dívidas viraram de curto prazo, aumentando o seu passivo circulante.

Futuramente discutiremos outros aspectos a serem considerados antes de se optar pela empresa A ou B, como por exemplo a análise do mercado e a capacidade da empresa de continuar gerando lucro.

Livros

Caso você queira saber mais sobre o assunto, consulte o preço de alguns livros no buscapé:

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Análise financeira de balanços

Como interpretar um balanço patrimonial - Parte 1

Monday, November 26th, 2007

O balanço patrimonial é a principal demonstração financeira de uma empresa e reflete a posição financeira de uma empresa em um determinado momento. Normalmente o balanço é feito no final do ano.

Ficou convencionado que o balanço é dividido em duas colunas. A coluna da esquerda é denominada Ativo e a coluna da direita é denominada Passivo e Patrimônio Líquido(PL).

Segundo as definições um ativo é um bem ou direito, de propriedade da empresa, que seja avaliável em dinheiro, e que represente um benefício presente ou futuro para a empresa.

Já o passivo é toda a obrigação/dívida que a empresa tem com terceiros, como por exemplo: contas a pagar, fornecedores, impostos e financiamentos.

Como o passivo é uma obrigação com uma data de vencimento, é mais adequado chamá-lo de Passivo Exigível, já que seu valor será exigido na data do vencimento.

Ativo

Como vimos, para algo ser considerado um ativo é preciso que atenda a 4 requisitos:

  1. Ser um bem ou direito: Como bem podemos citar máquinas, estoques, veículos e dinheiro(no caixa). Como direitos temos contas a receber, títulos a receber, impostos a restituir, aplicações financeiras e ações de outras empresas.
    Podemos entender que os direitos são bens da empresa em posse de terceiros;
  2. Ser de propriedade da empresa: Caso o bem ou direito não seja de propriedade da empresa, ele não pode ser considerado um ativo. Isso acontece com máquinas sob o regime de leasing, pois embora a empresa tenha a posse, ela não tem a propriedade.
    Os funcionários também não podem ser considerados como ativo;
  3. Possuir um valor em dinheiro: O fato de uma empresa ter uma “marca conhecida” não a habilita a classificar a marca como ativo, pois embora seja um bem de propriedade da empresa, ele é intangível e não se pode avaliar com precisão o seu valor;
  4. Benefício presente ou futuro: Caso a empresa possua um título a receber de uma empresa falida, este título não pode ser considerado um ativo já que não representa benefício presente ou futuro para a empresa. O mesmo aplica-se a carros acidentados, equipamentos incendiados, etc.

Passivo e Patrimônio Líquido (PL)

Como vimos o passivo são as obrigações da empresa para com terceiros. Já o patrimônio líquido demonstra o investimento dos sócios no empreendimento.

O primeiro aporte financeiro feito no empreendimento pelos sócios recebe a denominação contábil de capital. Caso hajam outros aportes por parte dos sócios teremos acréscimo de capital.

O patrimônio líquido não depende apenas do depósito dos sócios para ser aumentado. Ele também pode ser incrementado com a retenção de parte do lucro auferido pela empresa.

Normalmente a empresa distribui um percentual do lucro para os proprietários e retém um parte para ser reinvestida na companhia. A esta parte retida chamamos de lucro retido e incorporamos o seu total ao capital social.

Para finalizar, você precisa entender que a coluna do Passivo e Patrimônio Líquido é a responsável por registrar toda a origem de recursos que a empresa usa para se financiar. Nenhum recurso entra na empresa(se torna um ativo) sem que faça parte do Passivo ou do Patrimônio Líquido(PL).

Ou seja, se a empresa comprou um carro, ou os sócios fizeram um aporte financeiro (PL) ou a empresa fez um financiamento (Passivo de longo prazo), ou pagou à vista (Passivo circulante)

Agora, você terá um carro de R$ 20.000 como ativo e um passivo de R$ 20.000. Assim chegamos à “fórmula do balanço”:

Ativo = Passivo + Patrimônio Líquido

Caso esta igualdade não seja verdadeira, o balanço está errado.

Vejamos como seria o balanço da empresa antes da compra do carro:

Balanço Patrimonial

Após a compra do veículo à prazo, o balanço ficaria mais ou menos assim:

Balanço final

Organizando o Balanço Patrimonial

Para facilitar a organização do balanço e também ajudar a classificar os diferentes tipos de recursos e despesas, tanto o ativo quanto o passivo possuem algumas subdivisões. Essas subdivões podem ser encaradas como grupo de contas.

A regra básica para a distribuição dos dados no balanço obedecem a 2 regras básicas:

  1. Prazo: Primeiro são relacionados os recursos ou despesas de curto prazo. Considera-se curto prazo obrigações a pagar ou receber em até 1 ano;
  2. Liquidez: Os ítens de maior liquidez são listados primeiro que os de menor liquidez;

Sendo assim, o grupo dos ativos possuem a seguinte subdivisão:

  1. Ativo Circulante: É o ítem mais líquido. São os direitos que podem ser transformados em dinheiro no curto prazo. Neste grupo se encontram o dinheiro em caixa, contas a receber em até 12 meses, estoques e aplicações financeiras;
  2. Realizável a Longo Prazo: São ítens menos líquidos, e que levarão mais tempo para serem convertidos em dinheiro. Títulos e contas a receber de longo prazo, por exemplo;
  3. Permanente: São ativos que dificilmente serão vendidos. Pode-se dizer que praticamente não possuem nenhuma liquidez para a empresa e normalmente virão a ser utilizados por vários e vários anos. Subdivide-se em 3 subgrupos:Investimento: Aplicações de característica permanente, como por exemplo participações (sem intenção de venda) em outras empresas, imóveis para especulação ou locação a terceiros, obras de arte para especulação, etc. Os itens deste grupo não relacionam com a atividade principal da empresa;
    Imobilizado: Aplicações com o objetivo de manter a atividade principal da empresa, como por exemplo: imóveis (onde está a sede ou fábrica), utensílios, veículos e equipamentos;
    Diferido: São gastos que visam trazer benefícios de receita para a empresa por vários exercícios sociais. Normalmente são gastos pré-operacionais, antes da empresa funcionar ou colher os resultados. Exemplo: contratação e treinamento, pesquisa e desenvolvimento de novos produtos, etc.

Já as contas do passivo são divididas assim:

  1. Circulante: São as obrigações que estão constantemente se renovando. Como por exemplo os gastos com energia elétrica, telefone, fornecedores, salários e matéria prima;
  2. Exigível a Longo Prazo: São as obrigações que serão liquidadas com prazo superior a 1 ano, como por exemplo títulos de longo prazo, financiamentos e debêntures;
  3. Patrimônio Líquido: Representa o investimento dos sócios no negócio mais o lucro acumulado.

Logo, o esquema de um balanço patrimonial fica assim:

Balanço Patrimonial classificado

Por fim, veja um balanço completo retirado do site de Julio Battisti:

Balanço Patrimonial completo

 

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