Archive for the ‘tesouro direto’ Category

Compra de títulos via corretora funciona bem

Thursday, October 22nd, 2009

Conforme relatei em um post anterior, agora é possível comprar títulos do Tesouro Direto via home broker. Aproveitando que já pretendia realizar novos investimentos nos títulos resolvi testar a nova funcionalidade oferecida pela corretora Banif.

Primeiramente é preciso aceitar o termo de utlilização. Lendo com cuidado é possível descobrir que o Banif se reserva no direito de cobrar uma corretagem de R$ 15,99 por ordem executada. Mas no mesmo contrato está escrito que por hora essa taxa não é cobrada é que eles se comprometem a avisar sobre um eventual início cobrança com 30 dias de antecedência.

(more…)

Invista no Tesouro Direto via corretora

Wednesday, October 14th, 2009

Recebi um email da corretora Banif hoje pela manhã informando que agora é possível realizar a compra de títulos do Tesouro Direto diretamente pelo home broker deles.

Ou seja, você pode comprar e vender os seus títulos como se fossem ações, apenas emitindo as ordens de compra ou venda.

Para quem não sabe, no processo “normal” você compra os títulos pelo site do Tesouro Direto e depois o valor é debitado na conta do agente que você informou no momento da compra.

Estou em vias de comprar mais alguns títulos, e como já indicava a Banif como agente de custódia, vou testar o novo sistema deles e colocarei aqui as impressões.

Para saber mais

http://www.monacoonline.com.br/blog/?p=85
http://www.monacoonline.com.br/blog/?p=89
http://www.monacoonline.com.br/blog/?p=179

Tesouro Direto não anistia investidor inadimplente

Tuesday, February 3rd, 2009

Após o susto que passei ao quase ficar proibido de operar no Tesouro por 30 dias, resolvi escrever para eles e perguntar se havia algum prazo-limite para anistia dos inadimplentes.

O que eu queria saber era se, ao ficar inadimplente hoje e levar uma suspensão de 30 dias, por quanto tempo eles se lembrariam desse evento quando fossem me aplicar uma outra punição por inadimplência.

(more…)

Inadimplência pode provocar bloqueio de investidor no Tesouro Direto

Sunday, January 25th, 2009

Nessa última semana, por um erro besta, quase tive meu cadastro no Tesouro Direto bloqueado. Meu cadastro iria ser bloqueado por 30 dias e neste período eu não poderia efetuar operações no Tesouro Direto.

O Tesouro Direto possui uma regra que inativa o seu cadastro em caso de inadimplência. Ou seja, caso você compre um título e o dinheiro não esteja na conta do seu agente de custódia no dia do processamento da “fatura”, você fica impedido de operar.

(more…)

Entenda o cupom de juros pago pelas NTN’s

Monday, January 12th, 2009

Um amigo meu estava com uma dúvida pois não sabia extamente o que significava o termo “cupom de juros”, que são pagos pelas NTN’s do Tesouro Direto. Vou tentar colocar isso de uma forma bem simples e direta.

O “cupom de juros”, anual normalmente, é a taxa efetiva de juros que será paga anualmente pelo título. Ponto.

O fato de se usar o termo “cupom” significa que você vai receber os juros periodicamente, até a data de vencimento do título. Ou seja, ao invés de ter que esperar até a data de vencimento do título (5 anos por exemplo) para receber o seu capital com os juros, você irá receber parte de juros, por exemplo, semestralmente.

(more…)

Renda fixa pode dar prejuízo: Exemplo prático

Sunday, September 21st, 2008

As recentes variações bruscas na bolsa de valores não têm afetados apenas os preços das ações. As incertezas sobre o verdadeiro tamanho da crise americana também geram reflexos em outras áreas, como a cotação do dólar e taxa de juros futuras.

O dólar tem subido ultimamente devido ao grande volume de resgate de investimentos pelos investidores internacionais, que precisam transformar os reais em dólar para levar para o exterior. Isso aumenta a procura e o preço da moeda.

Os juros futuros também sofrem variações pois o aumento do dólar leva a especulações sobre eventual aumento da inflação devido ao maior custo provável dos produtos importados entre outras coisas. E a variação dos juros futuros leva à variações na renda fixa.

(more…)

Entenda a LFT, LTN, NTN e outros títulos do Tesouro Direto

Thursday, February 28th, 2008

Em um post anterior eu falei sobre o Tesouro Direto e suas vantagens para os aplicadores de renda fixa. Hoje abordarei os tipos de títulos que são ofertados aos investidores, suas principais características o melhor momento para aplicar em cada um deles.

Os títulos ofertados aos investidores pelo Tesouro Direto são:

LTN

As Letras do Tesouro Nacional possuem o objetivo de cobrir déficits orçamentários. No fundo fornece capital de giro para o governo.

Estes títulos pré-fixados que são vendidos ao investidor com deságio. Ou seja, uma LTN de R$ 1.000,00 com vencimento em 1 ano e que pague juros de 10% ao ano será vendida para você por um valor no qual ao se adicionar 10% ao ano seja igual a R$ 1.000,00. Neste caso o valor do título seria de R$ 909,10.

Nestes títulos o seu lucro vem da diferença do valor pago e do valor resgatado no vencimento, e você já sabe antecipadamente quanto vai ganhar.

O melhor momento para se adquirir estes títulos é em um cenário de queda futura dos juros. Assim, você investe em um título que paga, por exemplo, 12% ao ano sendo que daqui alguns meses os fundos de investimento estarão pagando 10% ao ano, também por exemplo.

LFT

As Letras Financeiras do Tesouro são títulos com rentabilidade vinculada à variação da taxa Selic, que é a taxa básica de juros da economia.

O resgate do valor assim como o da LTN acontece no dia do vencimento.

O melhor momento se aplicar nestes títulos é em um cenário de alta futura dos juros ou caso você tenha necessidade de acompanhar a variação da taxa de juros.

Em um cenário de alta dos juros, você será mais favorecido em relação a quem possui as LTN`s, pois se os juros sairem de 10% para 15% ao ano você receberá mais rendimentos. Os dententores das LTN`s não, pois ela já foi pré-fixada em 10%.

NTN-C

As Notas do Tesouro Nacional (NTN`s) são títulos emitidos pelo governo com o objetivo de alongar o prazo de financiamento do Tesouro.

As notas da série C, são títulos com rentabilidade atrelada à variação IGP-M, além de contarem com o pagamento de um cupom de juros.

Este título é ideal para quem pretende formar uma poupança de longo prazo, pois além de garantir um pagamento semestral de juros sobre o capital, ainda acompanha o IGP-M, mantendo o seu poder de compra.

Como estratégia especulativa é possível aplicar nestes títulos em um cenário de valorização do dólar, pois a variação da moeda americana possui um peso razoável sobre o IGP-M.

O valor investido é resgatado na data do vencimento.

NTN-B

As notas da série B são títulos com rentabilidade vinculada à variação do IPCA, que é o índice oficial de inflação do Brasil.

Assim como as NTN-C, paga juros semestralmente e devolve o valor corrigido na data do vencimento.

Também é ideal para poupanças de longo prazo, pois além de pagar os juros semestrais ainda acompanham a variação da inflação.

Na data deste post haviam NTN-B que pagavam a variação do IPCA + 7% ao ano com datat de resgate em maio de 2009. Uma boa opção.

Também haviam títulos com vencimento em 2045, para quem realmente pensa a longo prazo.

NTN-B Principal

Também acompanha o IPCA e conta com juros anuais. A diferença é que os juros não são pagos semestralmente e sim devolvidos junto com o capital corrigido na data do vencimento.

NTN-F

Funciona de forma mista entre as LTN`s e as NTN`s. Isso porque elas possuem rentabilidade pré-fixada (assim como as LTN`s) e pagam juros semestrais, assim como as NTN´s.

Estes títulos são ideiais para um cenário de queda ou estabilidade dos juros, mas requerem cuidado pois possuem prazos de vencimento bastante longos.

No dia em que este post foi escrito haviam NTN-F com vencimento em janeiro de 2017.

Qual é a melhor opção?

A resposta para essa pergunta vai depender das suas necessidades e objetivos. Não há uma resposta “correta”.

Mas você pode acessar este simulador do próprio site do Tesouro Direto e descobri o mais indicado para você.

Neste simulador você ainda pode fazer a simulação de venda antecipada, para o caso de você precisar resgatar o valor aplicado antes da data do vencimento.

Para saber mais

Pai Rico - O guia de investimentos
Regra Nº 1

Tesouro Direto - Uma ótima opção de investimento

Tuesday, February 26th, 2008

O Tesouro Direto é um programa do Governo Federal para vender os títulos da dívida pública diretamente para os investidores. O valor arrecadado com estes títulos são utilizados pelo governo para financiar atividades como a educação, saúde ou infra-estrutura.

Antes deste programa apenas as grandes instituições financeiras podiam comprar os títulos do governo, e a única forma do pequeno investidor ter acesso a eles era por meio da aplicação em fundos dos respectivos bancos. Ou seja, havia sempre um intermediário.

Com o lançamento do Tesouro Direto os investidores podem comprar os títulos diretamente do governo, com custos bem mais baixos.

Como funciona

O primeiro passo para investir no Tesouro Direto é se cadastrar em um dos bancos ou corretoras habilitadas pelo programa.

Depois de se cadastrar você receberá um login e senha em seu email para ter acesso à área de negociação.

Vale lembrar que os passos para o cadastro vão depender do banco ou corretora que você escolheu. Verifique com eles os documentos e passos necessários, mas em média o tempo entre se cadastrar e começar operar é de 1 semana.

Depois que você tiver o seu login e senha você poderá comprar os títulos diretamente pelo site do governo. Caso não queira ou não possa, há a opção de você pedir o seu agente de custódia (banco ou corretora que você escolheu) para fazer isso por você.

No momento da compra você poderá optar por títulos de renda fixa ou títulos com rendimento atrelados a algum índice (IPCA, Selic). Há títulos com prazos de vencimentos mais curtos ou mais longos, aumentando bastante suas opções.

O processo de venda é idêntico ao processo de compra. E, embora alguns títulos tenham data de vencimento para daqui 5 anos, por exemplo, você pode revendê-los para o governo toda quarta-feira, se quiser. Assim você não terá problemas se precisar do dinheiro antecipadamente.

Uma vez que você fez a compra pelo site, o valor será debitado de sua conta no agente de custódia que você indicou no momento da compra. Certifique-se que você terá fundos suficientes na data informada a você na hora da compra.

Razões para investir

Uma das principais razões para investir é que os custos são bem menores que a aplicação em qualquer fundo de um banco comercial.

Vamos imaginar que você possua R$ 1.500,00 para investir. Com o valor citado, caso você fosse investir em um fundo de renda fixa do Itaú, você seria obrigado a optar pelo Itaú RF, que possui aplicação mínima de R$ 300,00 e taxa de administração de 4% ao ano!

Caso você não saiba o que é taxa de administração, saiba que este valor será descontado do rendimento anual do seu fundo. Ou seja, se o seu fundo render 20%, apenas 16% fica para você. Acontece que os fundos de renda fixa estão rendendo no máximo 12% ao ano, que descontando a taxa lhe deixam 8% brutos.

Se você resolver aplicar no Tesouro Direto, você poderá comprar qualquer um dos títulos listados. Caso o título seja mais caro que o valor que você possui não se aflija. No Tesouro Direto é possível negociar frações dos títulos.

Para isso basta que o seu capital seja suficiente para comprar múltiplos de 0,2 (20%) do título. Por exemplo, caso o título custe R$ 1.000,00, você pode aplicar com R$ 200,00, R$ 400,00, R$ 600,00, R$ 800,00 ou R$ 1.000,00.

Voltando às taxas, as únicas taxas envolvidas em aplicações do Tesouro Direto são:

  • 0,4% ao ano, cobrados pela CBLC pela guarda dos títulos, negociação e fornecimento de informações sobre o saldo.
  • A taxa anual cobrada pelo seu agente de custódia, que varia de agente para a agente, assim como as taxas de administração dos fundos de investimento. Os agentes podem cobrar o percentual que quiserem, fique atento.

Mesmo você estando sujeito a uma taxa extra por parte do seu agente de custódia, em média elas ficam em torno de 0,5% ao ano. Eu tenho conta em alguns agentes, que cobram as seguintes taxas:

  • Corretora Alfa - 0,5% ao ano;
  • Caixa Econômica Federal - 0,4% ao ano;
  • Corretora Coinvalores - 0,35% ao ano;
  • Corretora Título - 0,35% ao ano;
  • Corretora Fator - 0,25% ao ano.

Mas há casos de agentes, como a corretora SOCOPA que não cobra nenhuma taxa de seus clientes. Eu ainda não sou cliente deles, mas estou pensando seriamente em me tornar.

Olhando a tabela acima, no pior cenário você gastaria 0,9% ao ano se aplicasse no Tesouro Direto, frente os 4% ao ano que pagaria no Itaú. Caso você fosse cliente da SOCOPA você teria um custo 10 vezes menor que a aplicação no fundo do banco.

Portanto, verifique se você não deve migrar os seus investimentos para o Tesouro Direto.

Considerações finais

  • Uma vez que você confirmar uma compra site do Tesouro Direto não será possível cancelá-la. Caso o dinheiro não esteja disponível em sua conta, no agente de custódia escolhido, na data informada na hora da compra, você pode ser suspenso do programa ou até mesmo impedido de negociar em caso de reincidência.
  • Embora você possa vender os seus títulos antes da data de resgate, você estará sujeito às variações do mercado e poderá vir a ter prejuízo nesta situação. Para entender melhor, clique aqui.
  • A tributação para os títulos do Tesouro Direto segue a mesma tabela regressiva dos fundos de renda fixa, conforme o item 18 da FAQ existente no site.

Para saber mais sobre investimentos

O melhor conselho sobre investimentos que eu já recebi
Investimentos sob medida

Títulos de renda fixa também podem dar prejuízo

Tuesday, December 18th, 2007

É isso mesmo! Se você sempre investiu em renda fixa com o objetivo de passar ileso pelas grandes crises, o tiro pode sair pela culatra.

Se no fim de agosto você possuía algum investimento em renda fixa ou em títulos do Tesouro Direto você deve ter percebido que os mesmos apresentaram rendimento negativo durante a crise do subprime.

O que acontece às vezes, é que quem investe em renda fixa é tão conservador que nem se preocupa em olhar os rendimentos, não percebendo as oscilações negativas.

Como a crise de agosto afetou as bolsas em todo o mundo, inclusive no Brasil, o temor internacional fez grandes volumes de dinheiro serem sacados daqui, fazendo a bolsa cair e alterando as perspectivas para os juros futuros. E são estes juros que regem o mercado da renda fixa.

Entendendo melhor

Os títulos são vendidos um desconto no valor de face, um deságio, para que no momento do recebimento você lucre com a diferença. Por exemplo, um título de R$ 1.000,00, que pague juros de 10% ano será vendido para você por R$ 909,10 (909,10 + 10% = 1000). Assim, no fim do ano, ao resgatar o título você terá lucrado 10%.

Agora imaginemos que, após você ter comprado o título, os juros anuais passe de 10% para 12%. Neste caso, o seu título não vale mais R$ 909,10 e sim R$ 892,85 (892,85 + 12% = 1000).

Assim, você pode tomar prejuízo de duas formas. A primeira seria ficando o título até o vencimento e, com isso, ganhar um juro abaixo do mercado. A outra forma, é se você precisar vender o seu título antes do vencimento. Neste último caso você levaria um prejuízo de R$ 16,25 (901,10 - 892,85) ou 1,78%.

É claro que o inverso também é verdadeiro. Caso você compre um título com um valor de face de R$ 1.000,00 com vencimento em 1 ano e pagando juros de 15%, você desembolsará R$ 869,56. Caso os juros caiam para 10% ao ano, automaticamente o seu título passa a valer R$ 909,10. Neste caso você pode obter um lucro de 4,5% caso venda o seu título.

No site do Tesouro Direto você pode encontrar uma tabela com os valores e as taxas oferecidas de cada título. Esta tabela é modificada todos os dias em função das taxas de juros projetadas para o futuro.

Fundos de investimento

A mesma coisa se aplica para fundos de investimento. Na verdade, o que os fundos de investimento fazem é aplicar o seu dinheiro em títulos. E o mercado de títulos funciona como explicado.

A única diferença é que o fundo pode vir a aplicar em diferentes tipos de títulos, como por exemplo títulos do Tesouro Nacional, títulos da dívida do estado de São Paulo e também em títulos da dívida do governo do Ceará.

Isso poderia gerar uma eventual diferença (a favor ou contra o fundo) em caso de alguma comparação, mas o funcionamento não do mercado de títulos permanece inalterado: alta dos juros você perde, queda dos juros você ganha.

Escolha a melhor opção

Para aplicações em renda fixa, o melhor momento é quando há perspectivas de quedas nos juros futuros. Quem não se lembra quando a Selic estava acima de 20% ao ano e o governo dava sinais de que iria iniciar os cortes?

Naquela época, se você comprasse um título que pagasse 20% ao ano, com vencimento em 2 anos teria feito um ótimo negócio, já que a selic baixou para 16,5% muito rapidamente.

Em momentos de instabilidade, ou em cenário de aumento dos juros futuros, o ideal é aplicar em papéis/fundos pós-fixados, como por exemplo os fundos DI ou os títulos indexados pela Selic.

Quem também não se lembra da disparada do dólar? Naquela época, você deveria ter investido em papéis indexados pela Selic ou pelo IGP-M.

Portanto, não tente criar “regras” para seus investimentos. Não adianta pensar que investir em título é ruim e investir na bolsa é bom. Ou achar que dólar é mico e que ouro é sempre a melhor opção. Veja tudo isso como coisas de momento: a bolsa é o investimento da vez, mas não era há 4 anos atrás. O dólar já rendeu bem, hoje não rende mais.

Procure analisar e entender o mercado, e depois, faça sua escolha.