Dicas para escolher uma corretora de valores
Muitas pessoas têm esta dúvida na hora que pensa em começar a investir na bolsa, e ficam paralisadas diante das várias opções existentes no mercado.
Um fator que sempre é analisado, e quase sempre o único, é o valor das taxas de corretagem e de custódia. Mas há outras coisas a serem avaliadas que não os custos, ou “o preço”, e discutiremos mais adiante.
Quanto às taxas cobradas, basicamente há 2 tipos corretoras: as que cobram um valor fixo por cada ordem executada e as que cobram um percentual ou valor de acordo com uma tabela pré-definida.
Qual das opções escolher vai depender do seu perfil de investidor. Quantas operações você acha que vai fazer por dia? Qual a média de valor de cada uma dessas operações? Em que mercados você pretende operar? Isso tudo tem uma grande relevância na hora de escolher a sua corretora.
Valores
As corretoras que cobram um percentual ou valor fixo sobre o valor operado no dia normalmente tomam como base a antiga tabela de valores da Bovespa, normalmente concedendo algum tipo de desconto em função do relacionamento do cliente ou do capital investido. Um exemplo de corretora que funciona neste modelo é a Coinvalores e a Intra.
As corretoras que cobram valor fixo, cobram o valor informado em cada operação de compra ou venda, independente do valor. Alguns exemplos de corretora que cobram valor fixo são Ágora e Banif.
É por isso que você precisa ter uma noção do valor pretende operar e com qual frequência.
Entre os dois tipos de corretoras (as que cobram valor fixo ou variável) há ainda as que cobram taxa de custódia e as que não. A taxa de custódia é um valor cobrado pela corretora para manter/guardar as suas ações. Normalmente o valor independe da quantidade ou valor negociado.
Mercados
Embora uma corretora possa parecer mais barata que outra, sua escolha pode não ser adequada caso você pretenda operar em outros mercados como o Tesouro Direto, Debêntures, BM&F ou Fundos Imobiliários.
Por isso, quanto mais mercados a sua corretora permitir a você operar, melhor. Você nunca sabe o que pode ser “quente” na semana que vem.
Talvez a bolsa esteja caindo e você deseje vender um contrato futuro do índice Ibovespa. Ou talvez você prefira a tranquilidade dos títulos do Tesouro Direto. Etc.
É importante ter um leque de opções.
Cuidados
É preciso ficar atento a mais algumas coisas na hora de escolher a sua corretora. Uma delas é saber se a sua corretora possui mesa de operações ou não. Ou seja, se você pode ligar lá e ser atendido ou mesmo enviar um email.
Algumas corretoras, como a Banif só funcionam pela internet. Não que isso seja ruim, mas é bom evitar surpresas, só isso. Imagine que você não saiba disso e precise vender suas ações desesperadamente? Novamente, é só uma questão de não ser pego de surpresa depois.
Caso sua corretora possua mesa de operações, o segundo passo é perguntar se as taxas divulgadas se aplicam à mesa de operações. Normalmente não se aplicam.
Normalmente as corretoras cobram um valor maior nas operações feitas por telefone e algumas chegam a estipular um valor mínimo de corretagem para ordens enviadas pela mesa.
Um exemplo é o HSBC que estipula um mínimo de R$ 50,00 de corretagem para ordens enviadas pela mesa de operações. Caso o valor da sua ordem não atinja o valor mínimo você será cobrado mesmo assim. A Ágora também possui uma tabela diferenciada para operações realizada por telefone.
Também há casos como o da Título, que embora cobre uma taxa fixa de apenas R$ 10,00 por ordem, exige que você realize no mínimo 3 operações por mês, sob pena de ter que pagar a diferença para os R$ 30,00 equivalentes.
Verifique também se o home broker suporta ordens do tipo Stop. Com este recurso você pode deixar ordens do tipo “Venda caso o valor da ação caia abaixo de R$ 50,00″, que são bastante úteis.
Um último cuidado a ser tomado é verificar se o home broker da corretora, ou a mesa de operações, funciona adequadamente. Você pode ter sérios problemas caso o home broker fique travando ou não permita o seu acesso. O mesmo acontecer se você tentar ligar na corretora e não conseguir falar ou o caso o sistema deles esteja fora do ar não possa registrar suas ordens.
Isso só pode ser checado com alguém que já opera ou operou com a corretora que você pretende abrir a conta, mas se você você puder descobri antes de ter problemas, melhor.
Caso você não tenha alguém para lhe dar um testemunho sobre isso, tudo bem, este é o menor dos problemas. Isso porque você pode abrir conta em outra corretora e mandar transferir toda a sua carteira de ações para lá sem muito esforço ou burocracia.
Por fim, para resumir, elaboramos uma lista das coisas que você deve perguntar à sua futura corretora antes de fazer o seu cadastro:
- Vocês possuem plataforma de negociação eletrônica/home broker?
- Caso possuam home broker, os valores das taxas divulgadas se aplicam apenas ao home broker ou também para as ordens via mesa de operações?
- Caso as taxas não se apliquem à mesa de operações, quais são os valores para a mesa?
- O home broker possui ordens de stop loss e stop gain?
- Vocês permitem a negociação de fundos imobiliários (exemplo: EURO11) pelo home broker ou pela mesa de operações? As taxas são as mesmas de se negociar ações?
- As negociações de mini-contratos da BM&F são feitas pela plataforma de vocês ou em uma plataforma de terceiros?
- Vocês cobram taxa de custódia? Quanto?
Esperamos que com estas dicas você possa fazer uma boa escolha.
Para saber mais
Home Broker - Como investir em ações pela internet
Home Broker - Investimentos e lucros sem fronteiras
April 4th, 2008 at 7:34 pm
[…] caso, dependendo da corretora que você escolheu, talvez você não tenha a possibilidade ficar comprando e vendendo a toda hora, pois os custos de […]