Fundo de investimento em ações (FIA)

Os fundos de investimento em ações tem se tornado cada vez mais populares devido aos ótimos resultados apresentado pelo Ibovespa nos últimos anos.

Investir nestes fundos é uma das formas mais fáceis de começar a ter contato com o mercado de ações. O que conta bastante a favor destes fundos é que a maioria dos bancos oferece algum, e como a pessoa já tem conta no banco basta solicitar a aplicação. Bem simples.

Ao aplicar nestes fundos o investidor passa a ter participação (cotas) de um fundo que compra ações de várias empresas. Com isso o investidor se beneficia de poder diversificar sem precisar de muito dinheiro, já que com R$ 500,00, por exemplo, o investidor pode aplicar em um fundo que possui ações da Petrobrás, Vale, e tantas outras.

Classificações

Estes fundos de alguma forma, se encaixam em uma destas categorias:

Indexados: São fundos que procuram acompanhar algum índice de referência, como por exemplo o Ibovespa ou o IBr-X. Normalmente estes fundos são “passivos” e possuem as mesas ações que os índices que acompanham, o que torna o trabalho do gestor relativamente fácil, pois ele só precisa comprar as ações que passarem a fazer parte do índice e vender as que deixarem de fazer parte.

Indexados “Ativos”: Funcionam igual aos citados acima, mas ao invés de procurar acompanhar o índice ele tenta superá-lo. Estes fundos são chamados de “ativos” pois os gestores passam a ter o trabalho de procurar ações que prometam apresentar desempenho superior para a carteira.

Setoriais: São fundos que compram ações de empresas de um setor específico da economia, como telecomunicações ou energia elétrica por exemplo. Podem ser “ativos” ou não, dependendo do administrador do fundo.

Small Caps: Fundos que procuram investir em empresas “pequenas” (comparadas com Petrobrás, Vale, etc) e que podem apresentar desempenho promissor ou virem a se tornar grandes algum dia.

Dividendos: Os administradores deste tipo de fundo procuram comprar ações de empresas que tenham uma política de divisão de lucros (dividendos) mais agressiva, e  gerando um retorno maior para o fundo e para os investidores.

Sustentabilidade / Governança: Nestes fundos apenas empresas com práticas diferenciadas de governança corporativa ou com ações de sustentabilidade participam. Os administradores acreditam que estas empresas podem se beneficiar da transparência e boa imagem que transmitem e com isso virem a ganhar espaço no mercado. Muitos  investidores também preferem investir em empresas que se preocupam com o mundo, e financiam projetos de reciclagem, por exemplo.

Livres: A carteira destes fundos é formada de acordo com a vontade do administrador, não havendo um critério específico para a escolha das empresas.

Riscos

Os riscos envolvidos são os inerentes aos setor/segmento que o fundo aplica. Caso você aplique em um fundo que compra ações do setor elétrico, o seu risco é um enventual aumento da demanda e a insuficiência no fornecimento (apagão!) ou um desaquecimento da economia, fazendo as empresas utilizarem menos máquinas/eletricidade, por exemplo.

Caso você aplique em um índice que acompanha o Ibovespa, o seu risco é um pouco menor, e passa a ser, de uma maneira geral, atrelado ao desempenho médio das maiores empresas do país e ao desempenho econômico da nação. Talvez você ainda tenha lucro mesmo que as empresas de energia venham a ir mal.

O fato é que os riscos destes fundos são bem maiores que os de renda fixa, referenciados ou multimercados. Também é fato que as perspectivas de lucro são maiores.

Uma coisa que você deve ficar atento, é que qualquer um dos tipos de fundo citados podem vir a utilizar alavancagem (se eles foram criados com esse objetivo) e isso aumenta ainda mais o risco em busca de retornos também superiores. Portanto atenção para não se expor mais do que gostaria.

Quando aplicar

Você deve escolher este tipo de fundo sempre que almejar retornos maiores e acreditar em um melhor desempenho da economia/setor/empresa. Também é aconselhável que você tenha em mente um horizonte de tempo maior, para que seus lucros possam ser realmente superiores.

Você não deve aplicar nestes fundos o dinheiro que você utilizará no seu casamento ou para pagar o aluguel. Ao invés disso você deve aplicar aqui o dinheiro para aquela viagem no fim da faculdade ou para comprar aquela casa na praia daqui há alguns anos, quando as crianças tiverem nascido e precisarem de um lugar legal para passar o fim de semana. Preste atenção no que falei: anos!

Tributação

A tributação dos fundos de ações são fixas. O percentual é de 15% sobre o lucro, independente do tempo que você deixar o dinheiro aplicado.

Uma coisa que você deve ficar de olho é se o fundo é “ativo” ou não. Caso não seja, recuse-se a pagar uma taxa de administração alta, pois o seu lucro pode vir a ser comprometido. Se for o caso pague mais (ou o mesmo tanto) para alguém que realmente irá se empenhar em lhe dar um rendimento superior.

Para saber mais

Como escolher o melhor fundo de investimento
Aprenda a operar no mercado de ações
Os segredos da bolsa. Como lucrar com ações

 Del.icio.us



One Response to “Fundo de investimento em ações (FIA)”

  1. Monaco Online » Blog Archive » Invistir na bolsa ficou mais fácil - Aprenda sobre investimentos e finanças pessoais Says:

    […] leu taxa de administração? É isso mesmo! Como disse, trata-se de um fundo de investimento em ações normal, com o diferencial de que você pode negociá-lo via bolsa. A forma de negociação […]

Leave a Reply