Tamanho não é documento
Depois do pedido de falência do banco Lehman Brothers, da agonia da GM e do pedido de ajuda do Citigroup é possível notar que qualquer sensação de segurança originadas no tamanho ou no tempo de existência de uma instituição não passam de ilusão.
Isso porque o Lehman Brothers era o quarto maior banco de investimentos dos Estados Unidos e existia desde 1850. A GM é (ainda?) a nona maior companhia do mundo de acordo com a lista “Global 500″ da Forbes e existe desde 1908. Já o Citi é o maior conglomerado de serivços financeiros dos Estados Unidos e foi fundado em 1812.
Em nenhum dos casos o tempo de existência ou o tamanho da instituição ajudou a evitar os problemas financeiros. Pelo contrário. Talvez por possuirem maior credibilidade e maiores privilégios estas instituições parecem ter abusado mais que as outras ao assumirem posições arriscadas, especialmente no caso dos bancos.
A questão é que cada vez mais é preciso estarmos a par dos riscos que estamos correndo e, com isso, poderemos montar uma estratégia de defesa. Não adianta você só investir em empresas grandes pois elas também quebram, não adianta você desistir de ações e só investir no tesouro direto, pois algums anos atrás a Argentina deu um calote desses títulos em um monte de gente.
Por isso é importante você procurar conhecer o mercado que pretende investir e com isso descobrir os riscos. Se desejar investir nas ações de uma empresa, procure saber um pouco mais sobre ela. O dólar alto é bom ou ruim para a empresa? E se a inflação subir? Haverá muito impacto nos rendimentos desta empresa? O setor que a empresa atua é regulamentado ou está baseado em leis/concessões que podem ser revistas?
Ao se iterar dessas coisas você terá uma condição melhor de avaliar os riscos e benefícios de se investir em um determinado mercado ou empresa. E não dê um peso tão grande para o tamanho ou para a tradição da empresa, pois mesmos as grandes e tradicionais quebram.