Dívida boa. Dívida ruim.
Embora a grande maioria das pessoas não consigam ficar longe de alguns carnês, todos nós sabemos que devemos evitar fazer dívidas para que possamos ter uma situação financeira saudável.
Mas há alguns casos onde as dívidas são necessárias e até mesmo benéficas. É preciso saber diferenciar as dívidas boas das dívidas ruins.
Uma dívida ruim é aquela onde o bem adquirido tende a se desvalorizar com o tempo e também não irá trazer nenhum retorno financeiro.
Um exemplo seria você trocar o seu celular com 1 ano de uso por um outro que acabou de ser lançado. Para a grande maioria das pessoas, aqui só entraria como benefício a satisfação momentânea da compra e elas não teriam a possibilidade de fazer mais dinheiro devido à troca do celular.
Exemplos como o acima, ou ainda a compra de mais uma TV ou geladeira, são casos de aquisição de passivos e portanto considerados dívidas ruins.
É por isso que a grande maioria das pessoas não prosperam financeiramente: elas colocam o seu dinheiro em coisas que não possuem a menor chance de se valorizar com o tempo e muito menos oferecem a menor chance de algum retorno financeiro.
Dívidas boas
Dívidas boas são aquelas contraídas para se adquirir algo que pode trazer um retorno financeiro futuro. Seja por meio da valorização do bem, seja por meio de recursos extraídos dele.
Para que você possa entender, vou contar a história de um amigo. Ele possui uma loja de utilidades domésticas e usava uma pick-up Montana para transportar as mercadorias que comprava para a loja.
No fim do ano passado ele resolveu trocar o carro por uma S-10. No nomemento da compra ele se deparou com a seguinte questão: pagar à vista ou financiar?
Ele optou por dar uma entrada e financiar R$ 45.000 em 36x. Embora ele tenha contraído uma dívida e esteja com um carnê bem grosso na gaveta ele não fez um mal negócio.
Não é preciso nem usarmos números exatos, mas é certo que a margem de lucro que ele consegue nos produtos que vende é bem maior que os juros cobrados no financiamento do carro.
Imagine que os juros do carro seja de 2% ao mês (nem fiz as contas) e que a margem de lucro dos produtos seja de 20%. Em 1 mês os R$ 45.000 devidos viram R$ 45.900, mas os R$ 45.000 investidos na loja viram R$ 54.000.
É claro que são cálculos simplificados, mas ainda assim é muito mais vantajoso para ele ficar com o dinheiro em caixa e investir em mercadorias que poderão ser revendidas com um lucro capaz de pagar os juros do financiamento.
Neste caso, em especial, ele fez a opção correta “duas vezes”:
- Comprou um ativo para empresa. Sem o carro ele não teria como buscar as mercadorias e o custo dele aumentaria;
- Manteve no caixa da empresa um capital capaz de fazer o giro e ainda gerar um lucro maior que a despesa do financiamento.
Contraindo dívidas boas
Para pessoas comuns, que trabalham como empregadas, é um pouco mais difícil conseguir a vantagem proporcionada pelo item 2, já que na maioria do caso as pessoas não possuem maiores somas de dinheiro acumulada.
Mas ainda assim é possível procuramos seguir o item 1 e melhorar a nossa situação financeira.
Basta que você pague o carnê de uma faculdade ao invés do carnê de um carro. Com uma faculdade você provavalmente vai conseguir um maior salário no futuro, ao passo que o carro só vai te fazer gastar com gasolina e IPVA. É claro que isso não se aplica caso você seja um vendendor externo e precise de um carro para trablhar.
Ao invés de comprar uma TV de 50” com Home Theater e Blu-Ray, compre ações. Ao invés de comprar mais um carro para sua esposa compre um terreno. Ao invés de comprar um apartamento abra um negócio. Etc.
Em todos os casos acima a segunda opção é algo que pode trazer um retorno no futuro. Já as primeiras opções certamente irão aumentar suas despesas de agora em diante.
Seguindo isso quem sabe você não consegue acumular um capital e no futuro poderá se beneficiar também do item 2. Isso acontecerá, por exemplo, no dia que você tiver R$ 300 mil na sua conta e disser: “Vou financiar a minha casa pois vou usar esse dinheiro para abrir outra padaria”.
Bingo!
March 22nd, 2010 at 12:42 pm
Como são escolhidos os nomes dos códigos das acões?