Fundos de investimento
Este post é o primeiro de uma série sobre fundos de investimento. Nos próximos posts pretendo abordar os tipos existentes, riscos e impostos que incidem sobre cada modalidade.
O que é um fundo de investimento
Os fundos de investimento são uma forma de aplicação que funciona na forma de um “condomínio” ou uma “sociedade”.
Cada pessoa interessada em aplicar em um fundo de investimento recebe um número de cotas proporcional ao valor aplicado. Estas pessoas são os “condôminos”, ou, em termos mais exatos, cotistas ou investidores.
O principais “problemas” que este tipo de aplicação resolve são:
- Proporciona ao pequeno investidor acesso a formas de investimento que ele sozinho não poderia conseguir, talvez por serem muito caros, estarem em outro país, etc;
- Permite que pessoas sem muita experiência em investimentos possam aplicar com facilidade;
- E, por último, possibilita às instituições financeiras conseguir melhores investimentos, pois eles contam com o dinheiro de vários cotistas, que geram somas vultuosas.
Imagine que exista um título do governo, como por exemplo os que estão listados no Tesouro Direto, que seja interessante mas seja muito caro para você. Vamos imaginar que ele custasse R$ 5.000. O banco poderia, por exemplo, pegar R$ 500,00 de você, 1.500,00 da Maria, R$ 2.000,00 do José e R$ 1.000,00 da Natália. Com estes valores o banco poderia comprar o título para vocês.
A partir do momento que vocês tivessem investido o dinheiro, vocês teriam cotas proporcionais aos valores que vocês desembolsaram. Não importa quantas cotas você receba, o que importa é que a Natália sempre terá 4 vezes mais cotas que você, a Maria terá 3 vezes mais cotas que você, etc.
A valorização destes títulos fariam as suas cotas se valorizarem, gerando lucro.
Digamos que o título que vocês compraram vença em 3 meses. Será responsabilidade do banco que vocês investiram procurar outros papéis para aplicar o dinheiro de vocês quanto o dinheiro dos títulos for resgatado.
Caso o fundo que você aplicou seja um fundo de ações, o banco irá procurar comprar as ações que ele acha que poderão gerar lucro e vender as ações que ele pensa que poderão dar prejuízo. Neste caso é a oscilação das ações que o banco comprou com o seu dinheiro que gerará o lucro ou prejuízo.
Para fazer este trabalho de encontrar os títulos, ações, moeda ou qualquer outra coisa para aplicar o seu dinheiro, o banco lhe cobrará uma taxa, que é denominada taxa de administração.
Entenda a taxa de administração
A taxa de administração é expressa em um percentual anual, e será descontada do patrimônio líquido do fundo, não do rendimento. Ou seja, você pagará a taxa para o seu administrador mesmo que o fundo venha a ter prejuízo.
Para simplificar, imagine que você aplicou R$ 10.000 em um fundo e tenha R$ 12.000 no fim do ano. Você pagará, por exemplo, 1,5% deste valor como taxa de administração.
Caso você tenha só R$ 8.000,00 no fim do ano (o fundo deu prejuízo), ainda assim pagará os 1,5% de taxa sobre o seu saldo.
É importante comparar as taxas de adminstração cobradas, pois elas podem corroer boa parte do seu investimento caso sejam muito altas.
Alguns fundos também cobram uma taxa de performance. Esta taxa normalmente está vinculada a alguma meta ou índice que o gestor/administrador do fundo pretende superar.
Entenda a taxa de performance
Um exemplo seria um fundo de investimento em ações que procure superar o Ibovespa, cobre 2% ao ano de taxa de administração e cobre uma taxa de performance de 10% do rendimento sobre o que superar o índice da bolsa de valores.
Vamos imaginar que você tenha aplicado R$ 10.000,00 no fundo acima. Caso o Ibovespa tenha subido 10% no ano e o seu fundo 25%, o seu capital iria para R$ 12.500,00 no fundo contra R$ 11.000,00 se estivesse na Bovespa.
Como o fundo cobra 10% do que superar o Ibovespa, você pagará ao seu banco 10% da variação de 15 pontos percentuais (25% - 10%). Ou seja, 1,5%.
Ao valor acima você precisa acrescentar o valor da taxa de adminstração, que no nosso caso seria 2% de R$ 12.000,00, ou R$ 240. Ou seja, no fim do ano você pagaria ao seu banco 3,5% (2% + 1,5%) na forma de taxas, que totalizariam R$ 437,50.
No próximo post continuarei falando mais sobre este assunto.
Apareça mais por aqui.
Para saber mais
Como escolher o melhor fundo de investimento
Guia de investimento em fundos
March 16th, 2008 at 4:24 pm
[…] o assunto sobre fundos de investimento que iniciamos em um post anterior, hoje discutiremos os fundos de renda […]
December 2nd, 2009 at 8:15 pm
[…] vale para fundos de investimento, IPO’s, debêntures, fundos imobiliários, etc, e é no prospecto que você vai encontrar as […]
April 19th, 2010 at 5:32 pm
Ótimo!
April 19th, 2010 at 5:33 pm
Achei excelente a matéria.